O que esperar na realidade?
Quando penso em metaverso logo lembro das cenas nos filmes “Os Vingadores”, em que o Doutor Estranho atravessa universos paralelos pelo espaço-tempo, criando soluções para os desafios do ´presente´ com as ações realizadas em outra dimensão.
É impressionante a capacidade daqueles heróis em solucionar desafios e melhorar o futuro criando eventos entre os universos. E, de fato, mudando determinadas ações alteramos a situação atual e projetamos um futuro com cenários diferentes.
O mistério sobre o que é o metaverso faz uma provocação sobre o futuro e o impacto no nosso dia a dia, parecendo, até mesmo, apenas uma versão repaginada da realidade virtual que conhecemos hoje.
E, apesar de parecer algo distante, até mesmo porque o conceito ainda está muito no campo das ideias, entendo que iniciamos essa jornada há tempos, sendo o metaverso um ambiente mais familiar do que pensamos. Já vivenciamos muitas das experiências que o mundo virtual ainda nos proporcionará, seja através dos avatares dos jogos, das redes sociais, as chamadas de videoconferência e outras facilidades que se aperfeiçoam com os apps disponíveis no mercado.
Estamos apenas no começo desta jornada e, ao contrário da visão de alguns, o metaverso não será apenas a representação de um usuário nesse ‘mundo paralelo’ – um avatar em 3d, uma representação de si mesmo. A tendência deste ambiente se norteará cada vez mais em favor da interação e conexão entre as pessoas, uma transição definitiva da experiência virtual para a vivência tecnológica cotidiana.
Nesta transição será possível percebermos a mudança na forma como lidamos com o aprendizado, onde um leque ilimitado de possibilidades se abre para o intercâmbio do conhecimento, tornando esses ambientes locais propícios para compartilhar e experimentar, e estes ganhos vão muito além dos trajes dos seus avatares.
O impacto em nossas vidas será muito benéfico – caso utilizado de maneira ética e responsável – onde permanecerão as práticas e ferramentas resultantes da interconexão entre a metodologia e tecnologia que trarão as benfeitorias reais no futuro.
A exemplo do ensino, o metaverso possibilitará a criação de salas de aulas virtuais priorizando a experimentação do estudo na prática. A ciência e a saúde também se beneficiarão com a formação de equipes multidisciplinares atuando em estudos, experimentos, casos clínicos e até mesmo em procedimentos cirúrgicos, independentemente da localização física das pessoas. Consegue imaginar uma sala de cirurgia robótica, com os equipamentos e instrumentos sendo manipulados por uma equipe médica em cidades e até mesmo países diferentes? Ou ainda professores guiando os seus alunos em passeios pelas pirâmides do Egito, museus e outros sem sair de casa? Estas são apenas algumas das intermináveis formas de vivenciar experiências reais por meio da interação virtual.
E as empresas? Onde se encaixam nesta nova modalidade para vivenciar a realidade? Experimentamos, também, uma parte deste ambiente com a intensificação dos home offices durante a pandemia, porém de forma muito tímida se compararmos com a imensidão das perspectivas para o metaverso. Este ambiente vai além e hoje já falamos dos avatares nos ambientes projetados eletronicamente pelas empresas, para que você trabalhe com os seus pares em tempo real, diretamente da sua mesa e terá reuniões junto aos demais avatares da companhia (como Workplace do Facebook), estando os usuários utilizando os seus computadores no mundo real, ao mesmo tempo.
Tratando-se ainda do metaverso, é inimaginável a quantidade e a qualidade que estará a disposição para novos projetos com um time multidisciplinar nas áreas de engenharia, mecânica e tantas outras.
Serão inúmeras as conquistas humanas com este grande ‘salão’ de experimentos e, acredito, que o metaverso é um fator decisivo para criarmos o futuro das inovações, potencializando ainda mais a união definitiva do conhecimento e tecnologia.